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Como lidar com crianças e adolescentes na retomada da rotina na pandemia?


crianças estudando
Suporte familiar é fundamental para um retorno sadio
Voltar à escola em uma pandemia não é fácil. O espaço se tornou um território desconhecido e, no mínimo, inquietante para pais e filhos. A mudança abrupta de rotina depois de um longo período em isolamento e na presença dos pais pode reverberar no estado psicológico de crianças e adolescentes. Para minimizar o problema, a psicóloga Thaís Campinho, da Medcenter, dá recomendações aos pais que se encontram nesse dilema, a seguir.
A confiança começa em casa

Voltar às aulas geralmente significa cair em uma rotina familiar, mas o cenário não é o mesmo de sempre por causa da pandemia. Se seu filho estiver nervoso com a ideia de voltar, diga, com palavras e ações calmas, que o ambiente está seguro, o que aumentará significativamente as chances de uma transição suave. A informação é sempre a melhor forma de se sentir prevenido contra qualquer empecilho.

Apoie seu filho para enfrentar as próprias preocupações

Períodos de separação podem nos deixar ansiosos, e algumas crianças ficam preocupadas em voltar à escola. O trabalho dos pais é ajudá-las a tolerar essa ansiedade. Mesmo as crianças pequenas podem ter ouvido manchetes ou conversas assustadoras, então modele uma atitude calma e pragmática, que diminuirá seus níveis de ansiedade. Se seu filho está preocupado em voltar, descubra por quê. Faça uma lista das preocupações citadas e pense em formas de educá-lo sobre cada uma delas.

Aprendemos melhor quando nos sentimos bem

Por outro lado, o topo da lista de preocupações de muitos pais pode ser o fato de o desempenho dos filhos ter sido prejudicado. Sabemos que o cérebro precisa se sentir calmo para aprender com eficácia, então, o bem-estar da criança deve ser prioridade. Agora mais do que nunca a paciência e a empatia ajudarão.
Para os alunos que estão prontos para voltar a aprender, o entusiasmo dos pais é importante. Outros podem não estar prontos ainda e, para eles, é preciso ter paciência, pois muita pressão acadêmica pode atrapalhar ainda mais.

É provável que os grupos de amizade tenham mudado

O ambiente escolar envolve tanto aprendizado quanto relacionamentos. Portanto, pode haver apreensão quanto à situação das amizades. Falar sobre o assunto pode ajudar os filhos a estarem abertos a mudanças. Ao mesmo tempo, é preciso servir de suporte para facilitar a sociabilidade dos pequenos. Dessa forma, abrir oportunidades para fomentar esses relacionamentos é uma saída.

Adapte seu suporte ao estilo de comunicação de seu filho

Algumas crianças falam e outras são monossilábicas sobre o dia na escola. Por mais ansioso que esteja para saber como foi, mantenha a calma com as crianças quietas. Dê-lhes espaço depois da escola e fale sobre seu dia – isso transmite a mensagem de que você está pronto para conversar quando elas estiverem.

Ouça, reflita e dialogue

Qualquer que seja o estilo de comunicação de seu filho, o conselho é semelhante: ouça primeiro e reformule o que foi dito, então ele saberá que foi ouvido. Essa dinâmica significa que as crianças podem descobrir seus pensamentos e sentimentos. Simplesmente ouvir e aceitar pode ser extremamente benéfico.

Junte-se às emoções, então resolva o problema

Não tente “consertar” emoções difíceis, em vez disso, aproxime-se delas e demonstre empatia. Então, passe para a solução de problemas. Se seu filho chora querendo sua velha escola de volta, primeiro tenha empatia, pois é um sentimento válido. Reconhecer que isso é difícil, mas todos passarão por isso juntos, provavelmente mais fortes e mais sábios, é uma ótima estratégia.

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