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Como proteger as crianças das “ites” da estação


Como proteger as crianças das “ites” da estação
Consultórios médicos chegam a receber 40% a mais de pacientes pediátricos no inverno
As temperaturas já baixaram na maior parte do país, mas o que aumenta mesmo nessa época são os casos de amigdalites e otites, além da agudização de doenças crônicas por processos infecciosos, como as bronquites, rinites e sinusites, ou seja, as famosas “ites” da estação. Durante o inverno, clínicas e hospitais recebem um alto número de pacientes –aumento de cerca de 40% nos atendimentos –, principalmente de crianças com problemas respiratórios, na garanta ou nos ouvidos. Para prevenir é preciso estar atento a alguns cuidados essenciais.
Segundo Andrea Gutman, pediatra da Medcenter Copacabana, devemos tomar cuidado com o próprio frio – um irritante natural das vias aéreas –, com a redução da umidade relativa do ar e com as inversões térmicas, responsáveis por maior acúmulo de poluentes na atmosfera.
Crianças com problemas crônicos devem se proteger – evitar locais fechados e pouco arejados com grande concentração de pessoas e a utilização de casacos de lã e de cobertores que ficaram guardados no armário por longos períodos. “Nossa saúde pode ser influenciada pelas mudanças de temperatura. Portanto, alguns cuidados, como a vacina contra a gripe, são essenciais para evitar o agravamento de doenças crônicas”, comenta a pediatra.
Saiba um pouco mais sobre as “ites” da estação e como se prevenir

Bronquite

A bronquite consiste na inflamação dos brônquios, podendo ser ocasionada por infecções, agentes irritantes e alergia. A doença é classificada como aguda ou crônica e tem como sintomas tosse, ronco ou chiado no peito, fadiga, febre e dificuldade para respirar.
Um dos grandes gatilhos para as bronquites são os ácaros e outros alérgenos que se escondem em colchões e travesseiros, por isso, deixe-os expostos ao sol – se possível – e forre-os com capas impermeáveis que permitam a limpeza diária.
Rinite

A rinossinusite alérgica, mais conhecida como rinite, é a inflamação da mucosa nasal, ocasionada por exposição aos alérgenos e caracterizada por coriza, espirros, tosse, olhos lacrimejantes e congestão nasal. A rinite possui determinação genética e é desencadeada por fatores ambientais. Por isso, é fundamental retirar de casa, principalmente do quarto do paciente, objetos que acumulem poeira: bichos de pelúcia, livros, revistas, caixas, cortinas e tapetes. Já quanto às roupas guardadas, é recomendado que sejam lavadas ou deixadas ao sol, em ambiente ventilado, antes de serem usadas.
Sinusite

Da mesma forma, a sinusite é a inflamação dos seios da face que apresenta diversos agentes infecciosos desencadeantes e os sintomas mais marcantes incluem dor de cabeça, dor facial, secreção nasal e congestão nasal.
Otite

As crianças são muito suscetíveis às otites, ou seja, às infecções do ouvido médio, um pequeno espaço cheio de ar atrás do tímpano. As infecções de ouvido costumam ser dolorosas, podendo gerar febre, e, geralmente, são causadas por vírus ou bactérias, mais comuns durante o inverno.
Amigdalite

Também muito predominante em crianças, a amigdalite é a inflamação das amígdalas, que provoca inchaço, dor e pus na garganta. A doença pode ser viral ou bacteriana – a versão bacteriana é um estado mais grave e os sintomas são mais intensos.
Para evitar essas enfermidades, o tratamento deve ser focado no bom controle ambiental, evitando a exposição da criança a agentes alérgenos, além de utilizar os remédios adequados indicados pelo pediatra, de acordo com o quadro clínico do paciente.