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Reposição hormonal: entenda tudo sobre o tratamento


incontinencia urinaria
Terapia é uma das principais alternativas para controle de sintomas da menopausa
Ondas de calor, secura vaginal, perda da libido, suores noturnos. Esses são alguns dos principais sintomas da menopausa, condição comum entre as mulheres com mais de 50 anos caracterizada pela queda natural dos hormônios reprodutivos. Dessa forma, a terapia de reposição hormonal se apresenta como uma luz no fim do túnel. Por outro lado, efeitos colaterais põem em xeque a confiança de muitas pacientes no tratamento.
Entendendo a terapia de reposição hormonal

Segundo a dra. Flavia Sampaio, ginecologista da Medcenter, a terapia hormonal (TH) consiste na administração de medicamentos que contêm hormônios que o corpo para de produzir na menopausa, melhorando, assim, seus sintomas, que incluem ondas de calor, secura vaginal e insônia. “A TH também se mostra eficaz na prevenção da perda óssea e na redução de fraturas em mulheres na pós-menopausa”, comenta a médica.
No entanto, existem riscos associados ao uso da terapia hormonal e, portanto, a TH deve ser tratada de forma individualizada.

Quais são os tipos básicos de terapia hormonal?

Existem dois tipos principais de terapia com estrogênio.
  • Terapia hormonal sistêmica.
    O estrogênio sistêmico – que vem em pílula, adesivo para a pele, anel, gel, creme ou spray – normalmente contém uma dose mais alta do hormônio, que é absorvida por todo o corpo. Pode ser usado para tratar qualquer um dos sintomas comuns da menopausa.
  • Produtos vaginais de baixa dosagem.
    Essa modalidade – que vem em creme, comprimido ou anel – minimiza a quantidade de estrogênio absorvida pelo corpo. Por causa disso, as preparações vaginais de baixa dosagem geralmente são usadas apenas para tratar os sintomas vaginais e urinários da menopausa.
“Caso a paciente não tenha tido o útero removido, o médico poderá prescrever estrogênio junto com progesterona. Isso ocorre porque o primeiro, sozinho, quando não balanceado pelo segundo, pode estimular o crescimento do revestimento do útero, aumentando o risco de câncer endometrial. Se o seu útero foi removido (histerectomia), a progesterona pode ser dispensável”, explica o dr. Gabriel Campos, urologista da Medcenter.

Quem pode se beneficiar?

As vantagens da terapia hormonal podem superar os riscos caso a paciente seja saudável e:
  • Tenha ondas de calor moderadas a intensas –
    A terapia sistêmica com estrogênio continua sendo o tratamento mais eficaz para o alívio das ondas de calor e suores noturnos da menopausa;
  • Apresente outros sintomas da menopausa –
    O estrogênio pode aliviar os sintomas vaginais da menopausa, como secura, coceira, queimação e desconforto durante a relação sexual;
  • Tenha necessidade de prevenir perda óssea ou fraturas –
    O estrogênio sistêmico ajuda a proteger contra a doença de enfraquecimento dos ossos chamada osteoporose. No entanto, os médicos geralmente recomendam medicamentos chamados bifosfonatos para tratar a condição, embora o tratamento possa ajudar como uma alternativa;
  • Tenha menopausa precoce ou deficiência de estrogênio –
    Destinado a pacientes que tenham removido os ovários ou parado de menstruar antes dos 45 ou mesmo perdido a função normal dos ovários antes dos 40.
Quais são os riscos?

“O estudo WHI, o maior ensaio clínico randomizado até o momento, mostra que a terapia de reposição hormonal combinada com estrogênio e progesterona está associada com aumento no risco de certas condições graves, incluindo doenças cardiovasculares, AVC, trombose e câncer de mama. Esses riscos variam de acordo com a idade, doenças associadas, forma de administração da terapia, tempo de início depois da menopausa e duração do uso. Para obter os melhores resultados, o tratamento deve ser individualizado e reavaliado anualmente para garantir a segurança da terapia e que os benefícios superem os riscos”, explica a dra. Leticia Bernardes, endocrinologista da Medcenter.

Cada caso é um caso

Para determinar se a terapia hormonal é uma boa opção de tratamento, o mais importante é conversar com um médico sobre os sintomas individuais e os riscos para a saúde.
À medida que os pesquisadores aprendem mais sobre terapia hormonal e outros tratamentos para a menopausa, as recomendações podem mudar. Se os sintomas incômodos da menopausa persistirem, a paciente pode analisar as opções de tratamento com seu médico regularmente.

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